
Adelaide Passos, avó de um menino a quem foi diagnosticado um tumor cerebral, decidiu iniciar uma campanha de angariação de fundos para a investigação em tumores cerebrais, nomeadamente para a criação de um centro de investigação desta doença no Instituto de Medicina Molecular (IMM), em Lisboa. A partir da sua própria contribuição com os direitos de autor do livro «O céu pode esperar», onde revela a sua experiência com a doença de um dos seus netos, Adelaide Passos quer dar o exemplo e mostrar a outros pais, avós e familiares que podem fazer a diferença para o combate aos tumores contribuindo financeiramente para a investigação biomédica.
A iniciativa conta com a colaboração da Deloitte Portugal, que certificará a conta bancária aberta especificamente para os donativos da campanha (NIB: 0018 0003 28001360020 56, Banco Santander Totta).
Lançamento do livro
O arranque simbólico da campanha acontece hoje, 5 de Dezembro, com o lançamento oficial da obra «O céu pode esperar», às 18h30, no Restaurante do piso 7 do El Corte Inglés de Lisboa, numa sessão que contará com a presença do Ministro da Saúde, Paulo Macedo, João Lobo Antunes, que prefacia a obra, Maria do Carmo Fonseca, Directora Executiva do IMM e Carlos Loureiro, Partner da Deloitte Portugal.
A ideia da campanha de angariação de fundos é apoiar o desenvolvimento de projectos de investigação laboratorial que tentem melhor perceber as características genéticas e moleculares dos tumores cerebrais, com o objectivo de contribuir para o refinamento dos tratamentos actuais. Os tratamentos oncológicos de tumores cerebrais são delineados de acordo com o tipo de tumor de cada paciente. No entanto, tumores aparentemente iguais (do mesmo tipo) podem ter características moleculares e genéticas diferentes, originando diferente resposta dos doentes ao tratamento. É esta necessária investigação biomédica - que permita melhor caracterizar os tumores – que Adelaide Passos pretende apoiar.
Afirma Adelaide Passos: «Durante a minha própria experiência, com a doença do meu neto, percebi que é preciso melhorar os actuais tratamentos oncológicos de tumores cerebrais, para que se evitem tantas mortes e se melhore a qualidade de vida destes doentes. Decidi que queria fazer qualquer coisa para isso, e foi então que, através dos profissionais que trataram o meu neto, conheci o Instituto de Medicina Molecular e me apercebi do excelente trabalho de investigação que lá se desenvolve. Penso que é o parceiro ideal para a causa que abracei.».
«É com imenso orgulho e grande humildade que me associo a esta iniciativa, que começou por uma experiência pessoal extremamente dolorosa e que Adelaide Passos conseguiu transformar num iniciativa em prol da comunidade. Neste momento, compete-nos agradecer a confiança depositada e exortar a todos que contribuam para esta causa.», afirma Maria do Carmo Fonseca, Directora Executiva do IMM.
Retirado de Jasfarma
